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A Caça Amadora no RS

O exercício da caça amadorista tem gerado inquietude quanto ao destino futuro dos animais de caça, em parte da população do Rio Grande do Sul (RS), em especial a concentrada em centros urbanos. No entanto, tal como praticada no Estado, não é uma ameaça, por ser regulada segundo critérios técnico-científicos e efetivamente fiscalizada pela autoridade pública competente. A caça amadorista permitida em outros países com gestão ambiental rígida, como os da Europa, vem sendo praticada há centenas de anos. Mesmo as nações que passaram por duas guerras mundiais e que, estão muito industrializadas e urbanizadas, possuem fauna abundante. No Uruguai e nas províncias argentinas limítrofes com o RS, a fauna é ainda abundante mesmo que a caça seja aí praticada há muitos anos.

Os propósitos deste documento são o de prestar informações aos interessados no debate da caça, bem como o de provar porque ela deve ser encarada como mais um possível instrumento de conservação da natureza.

A CAÇA AMADORISTA E A SUA CONTRIBUIÇAO NA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

O RS sobressai-se no contexto nacional pelo nível de organização das temporadas anuais de caça amadorista. Previamente a cada temporada de caça, são desenvolvidas pesquisas pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM). Os resultados são encaminhados como recomendações ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) contendo a discriminação das espécies animais liberadas à caça, as quotas máximas de abate e as áreas geográficas permitidas.

A expansão das atividades econômicas no RS, principalmente agrícolas representa um risco à sobrevivência da fauna silvestre, ameaçada pela acelerada perda e fragmentação de habitats. Neste cenário, a caça amadorista vem se constituindo em fator direto de proteção dos ambientes naturais, de vez que representa uma alternativa de uso sustentado da natureza capaz de gerar recursos financeiros para sua conservação. Isto se dá graças ao pagamento de taxas específicas durante o licenciamento do caçador e ao arrendamento de áreas naturais para a prática cinegética. A preservação de ecossistemas onde vivem espécies-alvo da caça, beneficia todas as demais aí presentes.

Os solos de várzeas no RS totalizavam 5.300.000 ha no final do século passado, dos quais não devem restar mais do que 40%, seriamente ameaçados e fragmentados. A devastação teria sido maior, não fora o arrendamento ou aquisição de áreas úmidas por caçadores. Este negócio tem se tornado uma opção econômica alternativa a agricultura para os proprietários rurais.

Recursos financeiros obtidos pelos clubes e associações de caçadores através de cobranças de taxas, são usados, entre outros fins, como apoio na proteção e manejo de unidades de conservação, tais como a Estação Ecológica do Taim e o Parque Nacional da Lagoa do Peixe.

A FISCALIZAÇÃO DA CAÇA NO RIO GRANDE DO SUL

A caça amadorista no RS determinou o desenvolvimento de um sistema de fiscalização suficientemente organizado e eficiente para reduzir as infrações à fauna. Afora a fiscalização federal exercida pelo IBAMA, o Estado criou as Patrulhas Ambientais - PATRAMs, constituídas de policiais militares integrantes da Brigada Militar, encontradas em todo o RS. Outro importante elemento no processo de fiscalização é o controle direto exercido pelos proprietários rurais dentro dos limites de suas terras.

Enquanto em território gaúcho a caça é exercida sob fiscalização, nos demais estados, onde é proibida desde 1981, prossegue a matança desenfreada da fauna silvestre. Isto se deve, em especial, à insuficiência de recursos financeiros e de pessoal dos órgãos fiscalizadores, e à ausência de um ordenamento na gestão de fauna.

EDUCAÇÃO E CONSCIÊNCIA DO CAÇADOR AMADORISTA

Organizados em entidades associativas, os caçadores amadores mantém-se mobilizados na busca de uma consciência coletiva de conservação que mantenham acesos o respeito e o senso de dever do mesmo para com a fauna silvestre e seus ambientes. A concretização de campanhas de esclarecimentos e de publicação de materiais educativos vem sendo desenvolvida com vistas à conscientização do caçador a respeito de seu efetivo papel como parte integrante do ecossistema em que atua.

CONSTRUINDO UM FUTURO PARA A FAUNA NACIONAL

Nosso país enfrenta graves dificuldades para proteger seu patrimônio natural, pois não dispõe dos recursos financeiros necessários.

A manutenção e o aprimoramento do sistema de caça amadorista existente no RS e sua adoção em outras Unidades da Federação, respeitadas as características regionais, possibilitará a geração de receitas, ora escassas, para a implementação de uma política de proteção aos recursos naturais renováveis, como hoje é praticada em diversos países do mundo. Nos Estados Unidos a caça movimenta uma economia de US$ 25 bilhões (The Economist, 1992). Expressiva parcela arrecadada através de taxas e impostos cobrados aos caçadores, à indústria e ao comércio associados à caça, é destinada à manutenção e ampliação de Refúgios Naturais de Vida Selvagem (Lei Pitman-Robertson e Ducks Unlimited - DU). Entre 1938 e 1996, o DU-Canadá investiu US$ 700 milhões na aquisição de 6.072.791 ha em novos Refúgios e na ampliação de 1.228.132 ha de áreas já protegidas. Caçadores e pescadores dos EUA, contribuem com mais de 75% do total destinado a programas de conservação da vida selvagem (NSSF- Shooting Sports Foundation - 1996).

O CAÇADOR E A NATUREZA: CONVIVÊNCIA E RESPONSABILIDADE

Numa sociedade que se urbaniza e que mais e mais se distancia da Natureza, poucos são os indivíduos que convivem tão de perto com o inestimável patrimônio natural quanto o caçador amadorista. Essa convivência é a base da consciência que o torna o mais ferrenho inimigo da caça clandestina e o primeiro a reivindicar mais intensa e melhor fiscalização.

O caçador amadorista gaúcho tem hoje fartos motivos para orgulhar-se por contribuir com a defesa da natureza. Aprimorar esta inegável contribuição é o desafio para fazer de cada cidadão um aficcionado e respeitador da natureza.

 
LOS MATREROS
Entre as Asperezas Del Yerbal e o arroio Yerbal Grande, está o Rincón de Los Matreros, com 2.000 hectares de cerros, campos, matos naturais e cursos d’água cristalina. Num ambiente que reflete a história do lugar, como seu nome indica, fazendo referência aos Gaúchos Matreros do XIX.